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sábado, 31 de março de 2012

ALIMENTAÇÃO E COLESTEROL

O colesterol só existe nos produtos de origem animal. Os vegetais não têm colesterol, nem mesmo as gorduras vegetais como o azeite, os óleos e as margarinas vegetais. Não quer isto dizer que se podem consumir à vontade! Para tratar a hipercolesterolemia, é imprescindível diminuir a quantidade de gorduras ingeridas, independentemente do tipo de gordura!

Assim, o primeiro ...passo no tratamento da hipercolesterolemia é reduzir o consumo total de gordura da alimentação e seleccionar o tipo de gorduras utilizado.

Devem-se evitar as gorduras de origem animal, geralmente saturadas e ricas em colesterol, como é o caso da manteiga e da banha. O azeite, uma gordura monoinsaturada, é a gordura de eleição, quer para temperar, quer para cozinhar, mas usado sempre com moderação. Os óleos e margarinas vegetais, que são ricos em ácidos gordos polinsaturados, também podem ser utilizados, desde que em pequenas quantidades.

Em relação ao colesterol propriamente dito, quem tem hipercolesterolemia não deve ingerir mais de 200mg de colesterol por dia. Para tal, é necessário evitar os alimentos mais ricos neste tipo de gordura, como a vísceras e as carnes gordas, o leite gordo e os seus derivados (manteiga, natas, queijo gordo).

Escolha lacticínios com baixo teor de gordura. Dê preferência ao peixe em vez da carne. A gordura do peixe é rica em ácido gordos ómega 3, um tipo de gordura que ajuda a combater a hipercolesterolemia e previne as doenças cardiovasculares. Não abuse dos ovos, a gema é rica em colesterol. Limite o seu consumo a 2 ovos por semana, e não se esqueça daqueles que estão escondidos nos produtos cozinhados, como nos molhos, empadões, bolos, etc..

Procure aumentar o consumo de fibras. Aumentar a ingestão de fibras, facilita a eliminação de colesterol nas fezes. Os legumes, as hortaliças e as frutas fornecem o tipo de fibras mais úteis no tratamento da hipercolesterolemia: as fibras solúveis. Coma legumes e hortaliças, cozidos ou em saladas todos os dias e não se esqueça do prato da sopa, antes do almoço e do jantar. À sobremesa prefira a fruta fresca.

Por fim, faça exercício físico! Vai protegê-lo das complicações da hipercolesterolemia e diminui o risco de uma trombose ou enfarte.

ALIMENTOS DESACONSELHADOS

Leite gordo, iogurte gordo queijo gordo
Leite condensado
Natas
Carnes gordas, peles e gorduras visíveis de peixes,
aves e outras carnes
Conservas de carne e enlatados à base de carne
Vísceras (fígado, rim, tripa, mioleira,…)
"Salgadinhos": rissóis, croquetes, pastéis,
empadas, folhados, etc.
Produtos de salsicharia: chouriços, salpicão, salsichas, mortadela, galantinas, presunto, linguiças, etc.
Molhos (maionese, molho de carne, etc.)
Mariscos e moluscos (choco, polvo, lula)
Gorduras sólidas: manteiga, banha
Cacau e chocolate
Sumos,néctares, refrigerantes
Xaropes e licores (em especial se existir obesidade ou aumento dos trigliceridos no sangue)
Doces, bolos, pudins, gelados.
TIPOS DE GORDURAS

As gorduras são constituídas por pequenas unidades chamadas ácidos gordos. Os diferentes tipos de ácidos gordos existentes nas gorduras ocorrem em quantidades variáveis nos vários alimentos e o efeito da sua ingestão no organismo humano é muito diferente, por exemplo na acção exercida sobre o colesterol e outros lípidos do sangue.

Os ácidos gordos são classificados em: saturado...s, monoinsaturados e polinsaturados.

Uma gordura designa-se de saturada, monoinsaturada ou polinsaturada consoante o tipo de ácido gordo que exista em maior quantidade na sua constituição.

Por exemplo, o azeite diz-se uma gordura monoinsaturada porque nele existem sobretudo ácidos gordos monoinsaturados, ao contrário da banha, uma gordura dita saturada, porque apesar de também conter ácidos gordos monoinsaturados contém, em maior quantidade, os saturados.
De todos os ácidos gordos existentes na natureza existe um grupo com especial importância para o Homem: os ácidos gordos ómega.JN
ÁCIDOS GORDOS MONOINSATURADOS

O ácido oleico, que é o maior constituinte do azeite, é o ácido gordo monoinsaturado mais comum na nossa alimentação. As melhores fontes deste tipo de ácido gordo, além do azeite, são o óleo de canola, o óleo de amendoim, os frutos oleaginosos (amêndoa, nozes, amendoim, avelã, etc.) e o abacate.

Os ácidos gordos monoinsaturados devem fornecer cerca de 15-20% da energia consumida diariamente. O ácido oleico (componente maioritário do azeite, como já vimos) deve ser a gordura consumida em maior quantidade: 60% do total de gordura ingerida, em média 35 a 40g por dia.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Consumo diário de CARNE VERMELHA aumenta risco de morte em 20%

Ingerir uma porção diária de carne vermelha processada pode aumentar o risco de morte prematura em até 20%.
É o que sugere um estudo de investigadores da Universidade de Harvard, nos EUA.

... A pesquisa, publicada no jornal Archives of Internal Medicine, oferece evidências de que o consumo de carne vermelha aumenta o risco de doenças cardíacas e cancro. Além disso, sugere que substituí-la por peixe e carne de aves pode reduzir o risco de morte.

Para o trabalho, a equipa analisou informações de 37.698 homens e 83.644 mulheres durante 22 e 28 anos, respectivamente. Os participantes foram entrevistados sobre seus hábitos alimentares a cada quatro anos.

Uma combinação de 23,926 mortes foram documentadas nas duas análises, das quais 5.910 eram de doença cardiovascular e 9.464 de cancro.

Os resultados mostraram que aqueles que comiam uma porção diária de carne vermelha sem processamento (carne comum) registaram um risco 13% maior do que aqueles que não consumiam o alimento com tanta frequência.

Segundo os investigadores, se a carne vermelha consumida era processada, o risco de morte prematura aumentava em 20%.

A carne vermelha, especialmente a processada, contém ingredientes que têm sido associados ao aumento do risco de doenças crónicas, como doenças cardiovasculares e cancro. Estes incluem a gordura saturada, sódio, nitritos, e certos agentes cancerígenos que são formados durante o cozimento.

No entanto, a substituição da carne vermelha por nozes levou a uma redução de 19% no risco de morte, enquanto que o consumo de grãos inteiros e aves reduziram o risco em 14%. Já o consumo de peixes fez cair o risco em 7%.

CONCLUSÃO

"Este estudo fornece evidências claras de que o consumo regular de carne vermelha contribui substancialmente para a morte prematura. Por outro lado, a escolha de fontes mais saudáveis de proteína no lugar de carne vermelha pode trazer benefícios significativos para a saúde, reduzindo a mortalidade por doenças crónicas", afirma o autor sénior, Frank Hu.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Estudo publicado na revista “Food Chemistry”

ÓLEO ALIMENTAR REAQUECIDO CONTEM COMPOSTOS TÓXICOS

Já se sabia que quando o óleo alimentar atinge temperaturas elevadas emite aldeídos que poluem a atmosfera e podem ser inalados, por isso decidimos verificar se estes permaneciam no óleo após este ter sido aquecido e verificámos que sim, revelou, em comunicado de imprensa, uma das coautoras do estudo..., María Dolores Guillén.

Até agora, estas substâncias tóxicas só haviam sido encontradas em estudos biomédicos, onde a sua presença no organismo tinha sido relacionada com diferentes tipos de cancro e doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer e Parkinson.

Uns dos principais problemas dos aldeídos tóxicos, que resultam da degradação dos ácidos gordos do óleo, é que apesar de alguns serem voláteis, outros permanecem nos alimentos cozinhados. Como são compostos muito reativos podem reagir com proteínas, hormonas e enzimas do organismo e impedir o seu bom funcionamento.

Neste estudo, os investigadores da Universidad del País Vasco, em Espanha, aqueceram três tipos de óleo (azeite , girassol e linhaça) a 190ºC, durante 40 horas os primeiros dois tipos de óleo e durante 20 horas o óleo de linhaça. Este último apesar de não ser muito utilizado na cultura ocidental foi incluído no estudo devido ao seu elevado teor de grupos ómega 3.

CONCLUSÃO DO ESTUDO

O estudo revelou que o óleo de girassol e o de linhaça, especialmente o primeiro, foram os que produziram os aldeídos mais tóxicos num menor espaço de tempo.
Pelo contrário, o azeite, que tem maiores concentrações de gorduras monoinsaturadas, gerou estes compostos em menor quantidade e num maior espaço de tempo.

Não é para alarmar as pessoas, mas estes resultados são o que são, e devem ser tidos em conta, realçou María Dolores Guillén, que aponta a necessidade de prosseguir com as investigações para estabelecer os limites claros dos perigos destes compostos.

Em determinados casos, a dose faz o veneno, recorda a investigadora. J.N.